Julho 24, 2008
Dormi e acordei muito mal. Meu pai, a cada madrugada mais tosses e eu, mais insone. Aquela nuvem de ansiedade pairando bem sobre meus olhos não me deixa fazer nada direito. Aqueles pensamentos escuros girando bem dentro dessa minha cabeçona, intercálam-se um e outro para ir quebrando minhas pernas aos poucos.
Eu só queria conseguir respirar como antes…
Julho 22, 2008
Ana paula, minha amiga do tempo da faculdade, do boteco, do primeiro porre, do sair-sem-rumo-e-chegar-num-sei-onde, me enviou estas imagens. Lindas, lindas. O lugar é real, fica nos arredores de Bakersfield, Califórnia.





Julho 22, 2008
Mais uma noite com meu pai. Ele, muita tosse na madrugada, falta de ar. Minhas preocupações, nem sei mais o que fazer com elas…
Julho 20, 2008
Sem receitas, não sei até quando, me desculpem.
Meu pai doente, tossindo madrugada toda, conta minha irmã. O jeito é dormir com ele hoje e arrastá-lo para um médico amanhã bem cedo. Já aos 80, preocupações aumentam. E minha cabeça…não me dá sossego.
A balança me diz menos 5k. De repente, aversão por queijos e afins.
Quando as coisas se ajustarem, eu prometo, volto a cozinhar.
Julho 19, 2008
“Levanta bem alto! Assim, Nina, assim ó…”
Nem bem meus olhos se fecharam e eu sonhei com você. E era aqueles sonhos que a gente vai crescendo e se esticando pra pegar uma fruta lá em cima. A mais bonita e mais difícil. E eu que pensava que era tudo brincadeira. Uns dedos longos, assim, beirando o vazio dos meus lábios pra dizer “péga!” Manga doce no topo do galho. E eu pensando que era só uma fruta. É nada. Era bem mais. A blusa tão leve que sobe junto na cintura no gesto do braço na estica do dedos e me faz te ver diferente. E eu ainda tenho um olho torto que vê tudo errado e entende o que nem tá ali. O que eu tenho é tão pouco e tão tudo que te dei bem antes de sentir que era meu. Nem nunca foi meu, nem vai ser.
Eu me pareço com qualquer coisa que nem tenha muita cor. Uns pano velho e desgostoso, meia branca encardida, colher de pau. É…eu me pareço com uma colher de pau.