Feed on
Posts
Comentários

Continuidades

Ainda com as mãos brancas, dedos solitários. Mesma cor de esmalte, olhos inclinados na tv. Ainda lembrando as burrices recentes e antigas, veladas debaixo dum céu cinza. Ainda a camiseta, presente da madrinha, esticada dura sobre os joelhos sufocados pelas palmas suadas. Os mesmos cheiros na cozinha, panelas tinindo. Vazio. Ainda rascunhos falidos, sombras, saudades. Ainda os círculos. Ainda voltando. Largada, chegada. E denovo, denovo. Círculos, ondas. Caranguejos andam de costas. Eu também. Cabelos por cortar. Gosta? Mentira. Vou cortar. Perdi meu foco. Ainda aqui. Você ainda por aqui? Olhando pra parede uma meia hora, sem levantar. Chega, tá? Chega. Ainda estou viva.

Ensaio sobre a cegueira

Uma leve folheada no livro e minha amiga me entusiasmou a ver tudo na telona. Gostei. O filme tem cheiro. Um desenhar em declíve quase cinza-escuro de dar zumbidos no ouvido. Eu sofri. Tive que me despir de um bocado das crendices pobres que ainda vagavam. Solítarias, mas insistentes em voar por aqui. Umas raízes escamosas. E indo e vindo, decidi aceitar o acaso: era o pó. O homem é pó. E suas misérias foram todas milimetricamente costuradas ali. Sujeira, muito lixo. Mas é isso, o homem. A parte boa é feita de necessidades, convenções, obrigações. Quando se vê o cru, é indigesto.

Sempre é bom sorver o real.

Curitiba/velhacos/Carol

Daí que ontem passei um dia agradabilíssimo em Curitiba. Eu, Carolzinha e Serginho.

Acordei bem cedo porque às 11hrs deveria estar no prédio da FUNPAR para a última etapa do Pró-LIBRAS. Pedreira. Mas saí viva e acho que consegui convencer os avaliadores que eu sou uma ótima intérprete (hehe…)

Uma ligação e Carolzinha, devidamente motorizada, nos esperava (eu e Sé) na porta. Almoço delicioso. Ah, sim, foi por partes. Começamos no Sub Way e finalizamos no Au-Au! Eu, beliscando batatas fritas carregadas de maionese, pra depois adoçar minha boca numa sobremesa inigualável. Um tal de profiterólis. Conhece? Nunca vi. Mas me acabei por ali. Sérgio parou no hambúrguer e cutucou algumas de minhas batatas.

A digestão foi no pargue Barigui. Fotos e tal, Sérgio quase desaba barriga-e-tudo dentro da cachoeirinha! Risos, pode imaginar. Passeios, trá lá-lá. Deixamos o amigão na rodoviária porque, uma longa estrada até Guaratuba. Eu e Carol tocamos pro cinema.

Depois do filme, rodoviária. Abraços, te ligo assim que chegar, tá?  Desci a serra, cansada e feliz. Simples assim, amigos.

Entendi que não preciso de complicações pra me sentir legal. Aceitei a idéia de dizer não à tudo aquilo que não gosto e fazer o que simplesmente o que me é bom. Eu tenho obrigações diárias que, felizmente, fazem parte do meu prazer e pagam minhas contas (porque tem gente que ainda não consegue fazer isso). Mas eu sempre fui tão legal com as pessoas e já me anulei demais por elas. Freio de mão puxado, por enquanto. Pelo menos até eu encontrar alguém de extrema confiança. Alguém que não compre um not book no meu nome em 18 prestações e me deixe pagando elas depois do término do romance.

Mas depois de assistir Ensaio sobre a cegueira, deu pra ver que o ser humano é capaz de coisa bem pior que ser velhaco. Tem gente que até curte ter o nome no SERASA! Vai entender…

Deixa assim. Minha quarta-feira foi linda, cheirosa. Beijo, Carol.

duo

e aquele brilhinho fosco do teu risinho distraído…

tuas covinhas tão olhando pra mim!

Passei!

Cheguei a pouco de Curitiba. Fiz a primeira etapa do exame do Pró- LIBRAS. Acabei de conferir o gabarito na internet. Passei. E melhor do que esperava. Errei apenas três, as quais no momento em que respondia, sabia que estava na dúvida. Todas que respondi sentindo certeza, acertei. Na terça, a parte prática da prova. A última para saber se terei o certificado e se fiz direitinho a lição de casa.

Uma coisa tão gostosa aqui dentro…

« Novos Posts - Postagens Antigas »